Como é o início de um dia de trabalho na Prefeitura ou Câmara em que você trabalha? Por acaso o dia já começa com problemas pontuais para serem resolvidos? Você observa que alguns servidores bateram o ponto muito antes do horário de expediente para receber hora extra? Quando consulta os processos em andamento identifica vários pedidos de aditivos? Pedidos de viagem “pra ontem”?
Calma, eu não visitei a sua Prefeitura nem a sua Câmara. Apenas descrevi a realidade que milhares de Controladores Internos enfrentam diariamente. Parece apenas mais um dia comum, mas na verdade, todos esses problemas têm a mesma origem: FALTA DE PLANEJAMENTO.
Independentemente da causa, a ausência de planejamento gera decisões emergenciais, desperdício de recursos e perda de eficiência. É nessa fragilidade organizacional que o Controle Interno tem um papel crucial para auxiliar a gestão.
O planejamento não é apenas uma boa prática. Ele está presente em diversas atividades da Administração Pública, desde a elaboração das peças orçamentárias até o Plano de Contratações Anual, passando pelo planejamento financeiro, contábil e pela organização das ações administrativas. Cabe ao Controle Interno acompanhar esses processos e incentivar que o planejamento deixe de ser apenas um documento para se tornar uma prática permanente da gestão.
Com o objetivo de mitigar as falhas da Administração Pública, o Controle Interno deve compreender que a falta de planejamento não é apenas mais um problema administrativo; ela é a origem silenciosa de diversas falhas que comprometem a eficiência da gestão.
Longe de ser punitivo, o controle interno deve ser pedagógico e agregador. A sua organização, seu comprometimento e a sua finalidade de buscar a melhoria contínua da gestão pública refletirão por todos os setores da Administração.
Busque a excelência oferecendo um trabalho de excelência e entenda que uma gestão que não planeja trabalha para resolver problemas. Uma gestão que planeja trabalha para alcançar resultados.

